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7 de julho de 2015

Um relato sobre a Guerra dos Canudos e a Guerra do Contestado

A Guerra de Canudos

Imagem de Antonio Conselheiro e os sertanejos de Canudos
Em 13 de março de 1830, nasceu Antônio Vicente Mendes Maciel no sertão do Ceará em Vila do Campo maior.
Na sua juventude, Conselheiro aprendeu a ler e escrever. A vida difícil do sertão o levou a conviver com inúmeras cenas de injustiça contra os sertanejos, que além de viverem em extrema situação de pobreza, sofriam com o coronelismo e a corrupção política.
Quando adulto, abandonou o Ceará e começou a sua vida de pregador religioso, indo de cidade em cidade ajudando os mais pobres e ganhando seguidores.
Resolveu mudar para o sertão baiano e junto com seus seguidores,em 1893, fundou as margens do rio Vaza Barris no município de Canudos, uma comunidade denominada de Arraial de Canudos.
Conselheiro e seus seguidores viviam conforme a bíblia, defendiam o retorno da monarquia e o não pagamento dos impostos. Além disso, o objetivo central era transformar Canudos em uma comunidade independente, posição que determinou que a República passasse a olhar a iniciativa de Conselheiro como algo perigoso, tendo em vista que o número de seguidores aumentava.
Entre os anos de 1896 e 1897, com o auxílio de tropas locais, o governo federal organizou um ataque militar contra a comunidade.Euclides da Cunha, jornalista e autor dos “Sertões” – uma obra clássica da literatura nacional, ficou encarregado de registrar a guerra. Em uma frase célebre, o jornalista pontuava: “O sertão vai virar mar”, referindo-se a iniciativa da república em retirar do mapa a comunidade de Canudos, tendo em vista a atenção que a revolta estava tomando.
Os sertanejos defendiam a comunidade e a guerra se prolongava, foi então que como tática, o exército brasileiro passou a isolar a área, cortando o fornecimento de água.
Em 22 de setembro de 1897 durante uma batalha Antônio conselheiro foi morto.
Canudos caiu sob um exército raivoso e canhões que apontavam para cinco moradores, entre eles uma criança, uma mulher e um velho.

A única foto conhecida de Antônio Conselheiro, líder espiritual do arraial de Canudos(1893-1897), Bahia, Brasil. Foto tirada duas semanas após sua morte, pelo fotógrafo Flávio de Barros, a serviço do Exército.

Guerra do Contestado



Essa revolta aconteceu em uma área localizada entre Santa Catarina e Paraná, entre outubro de 1912 e agosto de 1916.
Com o apoio de políticos locais uma empresa norte-americana decidiu construir uma ferrovia que atravessaria Santa Catarina até o Rio Grande do Sul. Este empreendimento resultaria na expulsão de camponeses que residiam ao longo da ferrovia.
Esses fatores provocaram uma grande revolta. Nesse momento surgiu o monge José Maria que com suas pregações religiosas reuniu milhares de camponeses que perderam suas casas para lutar contra a construção da ferrovia.
Com receio da forte influencia exercida por José Maria e de seus fiéis, os coronéis,e os governos federal e estadual acusaram-no de inimigo da república que pretendia destruir o governo e a harmonia da região.
Policiais e soldados começaram a perseguir o líder religioso e seus seguidores, que revidaram armados com instrumentos de trabalho que utilizavam no campo.
Apesar da resistência dos revoltosos, a guerra chegou ao fim quando o último líder dos rebeldes foi preso.

Texto escrito pelos alunos do 9º Ano do Colégio Internacional Signorelli.
Grupo: Anna Carolina Marinho, Camila Alejandra, Catherina, João Victor, Pedro Campos e Valkíria Lopes.  

THE NOITE COM YAN GENTILI. Vídeo 9o Ano do Colégio Internacional Signorelli. Debatendo a República Oligárquica.

Vídeo 9o Ano do Colégio Internacional Signorelli. Revolta da Vacina e Revolta da Chibata.

22 de junho de 2015

Um breve Resumo da Alta e Baixa Idade Média. Trabalho 1o Ano do Colégio Internacional Signorelli.-





O feudalismo foi um período histórico onde em função das invasões bárbaras e da queda do Império Romano, ocorreu um processo de ruralização, onde em busca de proteção os camponeses passaram a se refugiar nos feudos.
Os feudos se caracterizavam por grandes propriedades de terras controladas pelo senhor feudal, que como proprietário tinha o domínio político do feudo. O feudo era autosssuficiente, possuindo governo e leis próprias, sendo a religião o único ponto de interseção dentro de um mundo fragmentado.



Entre as classes sociais de forma hierarquicamente distribuídas, a Igreja Católica assumia o topo da pirâmide ficando responsável pela religião, educação e o controle cultural e social da população, ao senhor feudal cabia o governo, aos cavaleiros a segurança e aos camponeses a produção e o trabalho. Compunham a nobreza: a Igreja, o senhor feudal e os cavaleiros.

Esta pirâmide coloca em importância ambos os membros da nobreza: o senhor feudal - rei, e a igreja. Ao longo da pirâmide é possível observar a dispersão das outras classes por ordem de hierarquia.

A lógica de produção nos feudos era servidão e a agricultura passou a ser a base econômica. O senhor feudal permita aos camponeses plantarem e usarem suas ferramentas, mas deveriam pagar o uso das terras e dos utensílios com o trabalho e com parte da produção. Mesmo que o camponês permanecesse com o domínio de sua liberdade, a lógica da servidão tinha como elo a fidelidade em troca de proteção, ou seja, ao servo cabia a produção e ao senhor feudal a garantia de proteção e segurança.
Entre a nobreza havia uma relação de vassalagem onde o cavaleiro dedicava-se a proteção do feudo em uma relação de fidelidade ao senhor feudal.
A Idade Média caracterizou-se por um período de enclausuramento de ideias, onde o domínio da Igreja e da religião católica passou a regular a sociedade.
A Igreja Católica foi uma das instituições mais importantes e poderosas do período feudal. Ela exercia grande poder na política e nas relações sociais, enquanto fazia crescer seu patrimônio e seu poder econômico por meio de doações, esmolas e isenção de impostos.
Os mosteiros eram considerados centros da vida cultural da sociedade. Os monges eram responsáveis pela proteção espiritual e pela escrita dos livros sagrados. Como detentora do saber, a Igreja tinha grande responsabilidade na educação, tanto nas escolas como em universidades.
A Igreja influenciava o modo de pensar e de se comportar da sociedade. Os membros do clero deveriam cumprir um regime de obediência e disciplina. Todos deveriam seguir dogmas católicos. Aqueles que não seguiam eram chamados hereges e eram condenados por heresia. Para acabar com os hereges foi criado durante a crise do sistema feudal o Tribunal da Inquisição, que torturava e matava os infiéis.

Trabalho realizado pelo 1º Ano do Colégio Internacional Signorelli

Grupo: Carolina Nunes, Milena L., Beatriz Blasquez, Victória Reis, Amanda F., Catherine, Vitória C., Luana M., Letícia M.

RENASCIMENTO COMERCIAL E URBANO EM SLIDES:









Crise do Império Romano. Trabalho 1o Ano do Colégio Internacional Signorelli




A CRISE DO IMPÉRIO ROMANO

A crise do império Romano está relacionada a uma série de fatores, que inclui: a redução do trabalho escravo, o fim das guerras, as invasões bárbaras, o regime de colonato e a ruralização como forma de segurança.
O trabalho escravo era um dos pilares da riqueza de Roma, a maioria deles eram prisioneiros de guerra. Ocorre, no entanto, que desde o final do século II, as guerras de conquistas praticamente acabaram fato que diminuiu muito o número de escravos à venda. Com isso, o preço deles foi ficando cada vez mais alto. Essa crise afetou duramente a agricultura e o artesanato, setores que dependiam do escravo para produzir em grande quantidade, pois visavam à exportação. Assim, Roma passou a gastar as riquezas, acumuladas nas guerras de conquista, pagando os produtos que importava, como cereais, armas e jóias.
À medida que os escravos foram se tornando cada vez mais escassos e caros, os proprietários começaram a alugar partes das suas terras a trabalhadores livres denominados colonos, o que determinou o surgimento do colonato. Estes eram, geralmente, elementos da plebe urbana, ex-escravos ou camponeses empobrecidos que buscavam a proteção dos senhores das grandes propriedades rurais denominadas vilas.
A partir do século III, o Império Romano começou a se dissolver e isso se deve ao fato de suas dimensões territoriais serem gigantescas, pelo alto custo que envolvia a realização de outras oposições e as constantes invasões exercidas pelas civilizações vizinhas, assim Roma decidiu parar com a expansão de terras e fortalecer suas fronteiras.
A redução das guerras de expansão e o enfraquecimento político de Roma diante da corrupção dos imperadores, que gastavam o dinheiro dos impostos com futilidades pessoais, determinou uma rachadura que levou a ruína do império com as invasões bárbaras.
Os povos bárbaros de diferentes culturas e etnias tinham como objetivo o saqueamento das riquezas do império.
Em 1395, o imperador Teodósio dividiu o Império Romano entre os seus dois filhos: Honório ficou com o Império Romano do Ocidente, e Arcádio, que ficou com o Império Romano do Oriente.
O império Romano do Ocidente teve como uma das principais causas de sua queda as invasões bárbaras protagonizadas pelos povos germânicos que habitavam a região a leste das fronteiras do Império. Ao lado da decadência da economia escravista e da desestruturação militar, as invasões bárbaras foram apontadas por historiadores como um dos principais processos que levaram ao fim do maior império da Antiguidade, em 476 d.C.
A desordem política e a disseminação do cristianismo foram dois fatores que, somados às invasões bárbaras foram responsáveis pela crise do Império Romano. Esse processo de ocupação foi realizado pelos bárbaros, povos que eram assim chamados pelos romanos por viverem fora dos territórios do Império e não falarem latim. Foi com a introdução das tradições dos bárbaros, também chamados germânicos, que o mundo feudal ganhou suas primeiras feições.
As propriedades rurais passaram a receber camponeses que buscavam proteção. Os patrícios assumiram a postura de chefes das grandes propriedades tornando-se senhores feudais. Os feudos reuniam uma lógica de produção baseada na servidão e na autossuficiência, contribuindo para fragmentação política.

IDADE MÉDIA
A alta idade média começa com a divisão do Império Romano, e essa divisão, será facilitada pela Invasão dos Bárbaros Germânicos. E onde se organizava o Império Romano, é aonde se instalarão os povos Germânicos; surgindo várias nações, entre eles: o reino franco; irá constituir a atual França, o reino anglo-saxões; irá governar a Inglaterra.
Em relação às dinastias, existiam duas: a Merovíngia e a Carolíngia.
Os Merovíngios foram uma dinastia franco salina, que governou os Francos numa região correspondente, à antiga Gália da metade do século V a metade do século VIII. Seus governantes se envolveram com frequência em guerras civis, entre os ramos da família. No último século de domínio merovíngio, a dinastia foi progressivamente empurrada para uma função simplesmente cerimonial. O domínio foi encerrado por um Golpe de Estado em 751, quando “Pepino, o breve”, foi formalmente depor contra Childerico III, dando início a dinastia Carolíngia.
A dinastia Carolíngia recebeu o nome de Império Carolíngio (também conhecido como o Império de Carlos Magno). Carlos Magno foi o principal Rei, e durante seu governo ele criou condições para a cristalização do sistema feudal. Através da concessão de terras a membros do exército.
A partir do ano 800 Carlos Magno será coroado pelo Papa Leão III, como Rei do Império do Ocidente; iniciando um processo de expansão do império.
Carlos Magno vai centralizar politicamente sua administração, e durante seu governo vão se criadas condições institucionais para cristalização do sistema feudal. Para conseguir montar seu Império, Magno teve juntar um exército, e para conseguir a fidelidade desse exército, o Rei passa a exercer a prática de concessão de benefícios, esses benefícios serão a distribuição terras; que serão entregues a soldados leais e guerreiros.
Magno irá contribuir à longo prazo para a quebra do poder político.
Além de um processo de ruralização já muito impulsionado durante o Império Carolíngio, a expansão islâmica a partir do século VI, vai contribuir para o processo de ruralização da Europa.
A expansão islâmica se deu inicialmente no Oriente Médio; depois no Norte da África, indo em direção a Península Ibérica, porém não vão conseguir conquistar a Europa toda, pois Carlos Magno vai vencer os Árabes na batalha de Poitiers.
Essa expansão fez com que o mar mediterrâneo ficasse no centro da conquista Islâmica, impedindo o contato entre a Europa Oriental e Ocidental, onde o ocidente ficará voltado para o processo de ruralização e feudalização. As comunicações ficaram dificultadas, e a agricultura passou a ser autossuficiente nos feudos.

O IMPÉRIO BIZANTINO:

Ao leste ficava o Império Romano Oriental, denominado como nova capital do Império Romano do Oriente: Constantinopla. O nome original de Constantinopla era Bizâncio, daí o termo Bizantino, que foi um importante Império consolidado ao longo da Alta Idade Média.
Esse Império tem como líder o Imperador Justiliano, o criador do Cesaropapaismo, que significa que o Imperador passava a ter autoridade sobre a religião.
Com o cesaropapismo, o sistema de relações entre Igreja e Estado, cabia a competência de regular a doutrina, a disciplina e a organização da sociedade cristã.
Diante da fragmentação política e da ruralização, o lado Ocidental, não pode preservar o direito romano, ou seja, prevalecendo o direito consuetudinário.
A Guerra da Reconquista foi a tentativa frustrada de reconquistar a parte Ocidental do Império Romano.
O Império Romano do Oriente conseguiu sobreviver por dez séculos e só foi extinto em 1453, quando os turcos otomanos tomaram Constantinopla. Já o Império Romano do Ocidente não conseguiu resistir à pressão dos bárbaros, que nessa época já haviam conseguido romper as suas fronteiras nos rios Reno e Danúbio. Em 476, os hérulos, um grupo de bárbaros germanos, chefiados por Odoacro, invadiu e conquistou Roma.
O Império Romano do Ocidente desmoronou, marcando o fim da Idade Antiga e o Inicio da Idade Média, a partir de novas relações políticas, sociais, econômicas e religiosas, descrita pelo feudalismo.

Trabalho realizado pelo 1º Ano do Colégio Internacional Signorelli

Grupo: Nei Lopes , Larissa Lopes , Laryssa dos Santos , Marianna Joaquim , Eduardo , Camila , Ester , Stephani e Stephane Barros .

A República Romana. Trabalho 1o Ano do Colégio Internacional Signorelli



A REPÚBLICA ROMANA

A República romana começou em 509 a.C com tomada do poder pelos patrícios que representavam a nobreza e tinham privilégios durante a Monarquia Etrusca(625-509 A.C), podendo vetar as decisões reais. O fortalecimento do Senado dominado pelos patrícios contribuiu para a queda da monarquia e a instituição da República Romana.
Plebeus, em suas decisões. A justificativa para o domínio político exercido pelos patrícios estava no fato dos patrícios serem donos de terra.
A sociedade romana era hierarquizada e patriarcal, estando dividida conforme os seguintes grupos sociais: os patrícios (minoria com domínio político e econômico); os equestres (comerciantes); os plebeus (homens livres); os clientes (servos); escravos (maior camada social).
Quanto ao funcionamento da república o voto era censitário, sendo o governo dividido de acordo com a seguinte estrutura:
·         Consulado (poder executivo) composto por dois cônsules.
·         Senado (poder legislativo) - os 100 senadores (patrícios) eram escolhidos pelos cônsules;
·         Pretores - poder judiciário
·         Censores - responsáveis pela classificação da sociedade de acordo com a renda.
·         Assembléia dos Cidadãos (composta por patrícios) - elaborava leis que eram promulgadas pelo Senado.
Sendo a maioria da população e isentos de direitos políticos, os plebeus iniciaram uma luta de classes contra os patrícios, tendo como objetivo participação na República Romana.
Durante as guerras de conquistas, somente os patrícios eram privilegiados.
A grande questão interna na época da República era a desigualdade de direitos entre patrícios e plebeus, que provocou uma série de lutas sociais em Roma que duraram cerca de dois séculos.
Obrigados a servir no exército romano, muitos plebeus regressavam à sua terra natal empobrecidos e, para sobreviver, eram forçados a vender quase tudo o que possuíam, inclusive suas pequenas propriedades agrícolas. Estas acabavam por formar grandes latifúndios nas mãos dos patrícios, e os plebeus, por sua vez, emigravam para os subúrbios das grandes cidades, onde engrossavam a massa de desocupados pobres e famintos.
O enriquecimento dos patrícios, a proletarização dos plebeus e ascensão dos generais levaram à deflagração de revoltas plebéias. As instituições políticas de Roma foram obrigadas a acolher esses grupos sociais. Foi criado o Tribuno da Plebe (471 A.C), uma Assembléia onde os plebeus poderiam discutir e propor leis, e também vetar algumas leis dos patrícios. As leis e interesses dos plebeus deveriam ser aprovados pelo Senado.
Além do Tribuno da Plebe, também surgiram uma série de leis escritas, tais como:
Lei das Doze Tábuas – em 450 a.C., que constituiu um dos fundamentos do direito romano.
Lei Canuléia – em 445 a.C., que garantiu direitos civis iguais.
Lei Licínia – em 366 a.C., que aboliu a escravidão por dívida.
Lei Ogúlnia – em 300 a.C., permitiu o acesso dos plebeus aos colégios sacerdotais.
Durante os séculos VI e VII A.C, a república se expandiu da Itália central para Península Itálica, incluindo o Norte da África, a Península Ibérica,Grécia e o que hoje é conhecido como o sul da França.
As Guerras Púnicas ocorridas entre Roma e Cartago entre os anos de 264 a.C a 146 a.C, tiveram como objetivo a expansão e domínio romano no Mar Mediterrâneo e sob o norte da África para o controle do comércio marítimo. Foram três guerras, sendo Roma vitoriosa, transformando-se na senhora do Mediterrâneo.
O expansionismo militar Romano transformou Roma em grande império, fortalecendo o poder dos generais e determinando a consequente crise da República e a retomada da Monarquia.


Trabalho 1º Ano Colégio Internacional Signorelli 
Natasha de Carvalho
Thamirys Palhaes
Myllena Andrade

A Democracia Grega. Trabalho 1o Ano Colégio Internacional Signorelli.




A DEMOCRACIA NA GRÉCIA ANTIGA

A forma de governo conhecida como democracia foi criada na Grécia Antiga, E estabelecida primeiramente na cidade estado de Atenas onde, o poder político era até então controlado pela aristocracia - detentores das terras denominados eupátridas ("bem nascidos").
Durante esse período, a classe de comerciantes, os demiurgos, começou a exigir participação nos processos de decisão da política ateniense, e os pequenos comerciantes e proprietários que sofriam com a escravidão por dívidas exigiam mudanças no poder político ateniense. Com isso, os eupátridas foram obrigados a reformular a organização política de Atenas.
Um grupo de legisladores foi responsável pelo gradual processo da transformação política ateniense.
Em 621 A.C, o legislador de origem aristocrática Drácon recebeu poderes extraordinários para por fim ao conflito social provocado pelo golpe de estado de Cilón e pelo ostracismo de Megacles. Apesar de não reduzir o poder da aristocracia, essa primeira medida possibilitou uma nova tradição jurídica que retirava o total controle das leis invocadas pelos eupátridas.
Em 594 A.C, o legislador Sólon, conhecido como um dos pais da democracia ateniense, ampliou o leque de reformas políticas em Atenas, eliminou a escravidão por dividas e resolveu dividir a população ateniense por meio do poderio econômico de cada indivíduo. Dessa forma, os comerciantes enriquecidos conquistaram direito de participação política. Além disso, novas instituições políticas foram criadas, tais como:
  • O Conselho dos 500- Uma vez por ano, os demos (bairros e comunidades habitados), sorteavam 50 cidadãos para se apresentarem no Conselho (Boulê) que governava a cidade em caráter permanente. Como eram 10 demos, ele denominava-se "Conselho dos 500". Entre estes 500 deputados eram sorteados. 50 que formavam a pritania ou presidência do Conselho, que era responsável pela administração da cidade por 35 ou 36 dias. Cada demos era chamado, alternadamente, a responder pelos assuntos da pólis, durante um certo período. O Conselho determinava a pauta das discussões, bem como a convocação das assembleias gerais populares (a Ecclesia), que se realizavam duas vezes por semana. O conselho dividia as funções antes controladas pelo Areópago ateniense controlado pelos aristocratas. O fato dos cidadãos que se apresentavam no Conselho serem sorteados causou grandes críticas por parte dos filósofos, especialmente de Sócrates e Platão. Eles não aceitavam que a nave do estado fosse conduzida por cidadãos escolhidos aleatoriamente. Eles acreditavam que o estado só poderia ser dirigido por especialistas, pelos filósofos ou pelo rei-filósofo.
  • A Ecclesia- A assembléia geral que reunia o povo inteiro não tinha um lugar fixo, apesar de esses geralmente serem realizados num lugar chamado Pnix, uma grande pedra que dominava uma colina, a qual comportava parte considerável dos cidadãos. A palavra ecclesia era utilizada para definir, genericamente, qualquer reunião para debater questões públicas. Quando a ecclesia estava reunida, não só entravam na discussão os problemas mais candentes da comunidade, como se escolhiam os magistrados eletivos. As funções executivas estavam divididas entre os magistrados sorteados e os escolhidos por voto popular. Eles eram responsáveis perante a ecclesia por todos os seus atos, podendo ser julgados por ela em caso de falta grave.
  • Areópago- Era formado pelos arcontes que haviam cessado funções e que nele possuíam assento vitalício; julgava os crimes religiosos, os homicídios e os de incêndio.
  • Helieu- Julgava todos os restantes delitos; compunham-no 6000 juízes (600 por cada tribo), sorteados anualmente, que funcionavam divididos por secções; os julgamentos constavam das alegações do acusador e do acusado, posto o que se seguia o veredicto dos juízes que decidiam coletivamente, por maioria, através do voto secreto.

Em resposta a essas reformas, as elites proprietárias de terra rivalizaram com o governo. A agitação política do período deu margem para que ações golpistas abrissem espaço para a ascensão dos governos tirânicos. Os principais tiranos foram Psístrato, sucedido por seus filhos Hiparco e Hípias.
No fim do século VI a.C. A retração dos direitos políticos mais amplos incentivou uma mobilização popular que levou ao assassinato de Hiparco,a fuga de Hípias e à ascensão política de Clístenes, em 510 a.C.
Clístenes, em 502 A.C., desativou a divisão por tribos e reestruturou a cidade em uma outra, baseada em 10 demos que estavam distribuídos pelo interior, na cidade e no litoral. Considerava-se cidadão qualquer homem nascido em Atenas, maior de idade (21 anos),que tivesse prestado serviço militar e que fosse livre. Da reforma em diante, os homens da cidade não usavam mais o nome da família, mas, sim, o do demos a que pertenciam e manifestariam sua fidelidade não mais à família em que haviam nascido, mas à comunidade em que viviam, transferindo sua fidelidade de uma instância menor para uma maior. O objetivo do sistema era uma maior participação dos cidadãos nos assuntos públicos, esse sistema mantinha a representação popular por sorteio.
Outra medida de Clístenes foi a adoção do ostracismo. Tratava-se da votação feita anualmente para excluir da vida política por 10 anos o indivíduo que fosse considerado uma ameaça às instituições democráticas. Clístene foi quem primeiro se utilizou dele para banir da cidade velhos seguidores da tirania. No entanto, para que um cidadão sofresse o ostracismo era necessário que seu nome fosse apontado, geralmente em pedaços de cerâmica, em eleições secretas por mais de 6.000 votos. Isso evitava que ele fosse vítima do capricho de um líder político que desejasse exilá-lo da comunidade. Após cumpridos os 10 anos de ostracismo,o exilado podia retornar e assumir plenamente os seus direitos de cidadão.
Em meados do século V a.C, mudanças aperfeiçoaram o funcionamento da democracia à moda ateniense. Em 451 a.C, Péricles, criou uma lei que determinava que somente os filhos de pais atenienses fossem considerados cidadãos e todo cidadão era apto para o serviço militar. Caso houvesse guerra, era dever da assembléia decidir quantos seriam recrutados.

Trabalho realizado pelo 1º Ano do Colégio Internacional Signorelli
Alunos: Bruna Fernandes, Gabriel das Neves, João Belísio, Juliana Leal, Letícia Queiroz, Raphaela Leite e Vitória Canazaro.











Os Deuses Gregos. Trabalho 1o Ano do Colégio Internacional Signorelli




OS DEUSES GREGOS

A imaginação dos gregos e as histórias fantásticas criaram personagens e figuras mitológicas das mais diversas. Heróis, deuses, ninfas, titãs e centauros habitavam o mundo material, influenciando em suas vidas. Bastava ler os sinais da natureza, para conseguir atingir seus objetivos. Os gregos criaram vários mitos para poder passar mensagens para as pessoas e também com o objetivo de preservar a memória histórica de seu povo.
A mitologia se consagrou como a História dos deuses e dos grandes heróis que reforçaram a cultura grega.
Grande parte destas lendas e mitos chegou até os dias de hoje e são importantes fontes de informações para entendermos a história da civilização da Grécia Antiga.
De acordo com os gregos, os deuses habitavam o topo do Monte Olimpo, principal montanha da Grécia Antiga. Deste local, comandavam o trabalho e as relações sociais e políticas dos seres humanos. Os deuses gregos eram imortais, porém possuíam características de seres humanos.
Ciúmes, inveja, traição e violência também eram características encontradas nos deuses do Olimpo. O convívio entre deuses e humanos na Grácia Antiga fazia parte de uma tradição cultural e mitológica, onde muitas vezes, os deuses se apaixonavam por mortais e acabavam tendo filhos com estes. Desta união entre deuses e mortais surgiam os heróis.

Os principais seres mitológicos da Grécia Antiga eram:

POSEIDON
O irmão mais velho de Zeus e Hades é o deus do mar. Com o movimento de seu tridente pode causar tempestades e terremotos - e sua fúria é famosa entre os deuses!

HADES
Mesmo sendo irmão de Zeus e Poseidon, não vive no monte Olimpo. Hades, como deus dos mortos, domina seu próprio território: o mundo dos mortos.

HERA
Terceira mulher de Zeus e rainha do Olimpo, Hera é a deusa do matrimônio e do parto. É vingativa com as amantes do marido e com os filhos de Zeus fora do casamento. Para os gregos, Hera e Zeus simbolizam a união homem-mulher

ZEUS
O filho mais novo de Cronos e Réia. É o líder dos deuses que vivem no monte Olimpo. Ele impõe a justiça e a ordem lançando relâmpagos construídos pelos ciclopes. Zeus teve diversas esposas e casos com deusas, ninfas e humanas.

AFRODITE
O nome da deusa do amor, que significa "nascida da espuma", porque diziam que ela havia surgido do mar. Afrodite é a mais bela das deusas. Apesar de ser esposa de Hefesto, teve vários casos com deuses como Ares e Hermes e também com mortais.

HEFESTO
Filho de Zeus e Hera, Hefesto nasceu tão fraco e feio que foi jogado pela mãe no oceano. Resgatado por ninfas, virou um famoso artesão. Impressionados com o talento dele, os deuses levaram Hefesto ao Olimpo e o nomearam deus do fogo e da forja.

ARES
O terrível deus da guerra é outro filho de Zeus e Hera. No campo de batalha pode matar um mortal apenas com seu grito de guerra! Pai de vários heróis - humanos que são protegidos ou filhos de deuses. Ares também tornou um dos amantes de Afrodite

APOLO
O deus da luz (representada pelo Sol), das artes, da medicina e da música é filho de Zeus com uma titã, Leto. Na juventude, era vingativo, mas depois se tornou um dos deuses mais calmos, usando os poderes para cura, música e previsões do futuro.

ARTEMIS
Irmã gêmea de Apolo é a deusa da caça, representada por uma mulher com um arco - contraditoriamente, também é a protetora dos animais.

HERMES
Filho de Zeus com a deusa Maia, o mensageiro dos deuses é o protetor de viajantes e mercadores. Representado como um homem de sandálias com asas.

ATENA
É a deusa da sabedoria e filha de Zeus com a primeira mulher dele, Métis. Seu símbolo é a mais sábia das aves, a coruja. Habilidosa e especialista nas artes e na guerra, Atena carrega uma lança e um escudo chamado Égide.

Trabalho realizado pelo 1º Ano do Colégio Internacional Signorelli
Grupo: Gustavo Soares, Victor Martins, Gustavo Ramos, Emanuel Rodrigues, Thiago Rebelo, Iago Bastos, Igor Ferrari, Thiago Motta, Jairo Ferreira, Gabriel Ferreira, Davi Quelhas


4 de maio de 2015

Um breve olhar sob as civilizações antigas: persas, hebreus e Egito. Trabalho do 1o. Ano do Ensino Médio do Colégio Internacional Signorelli.

CIVILIZAÇÕES ANTIGAS: HEBREUS, PERSAS E O EGITO ANTIGO



As civilizações Antigas, surgidas na região conhecida como Crescente Fértil, deixaram um legado cultural, arquitetônico e histórico de extrema importância para as sociedades ocidentais e orientais. A seguir apresentaremos um breve olhar, escrito pelos alunos do 1º Ano do Ensino Médio do Colégio Internacional Signorelli sobre: os Persas, os Hebreus e o Egito Antigo.
Os Hebreus são caracterizados pelo povo escolhido por Deus. A criação da primeira religião monoteísta: o judaísmo ficou sendo a sua maior "marca". O judaísmo agrega elementos culturais e religiosos como fundamento. Os hebreus eram um povo de origem semita (os semitas compreendem dois importantes povos: os hebreus e os árabes). O termo hebreu significa "gente do outro lado do rio”, isto é, do rio Eufrates. Os hebreus foram um dos povos que mais influenciaram a civilização atual. Sua religião o judaísmo influenciou tanto o cristianismo quanto o islamismo.

Após longos anos de escravidão no Egito, Moisés libertou os hebreus abrindo o Mar Vermelho, fugindo com seu povo em direção a Terra Prometida. No alto do Monte Sinai recebeu os 10 mandamentos de Deus.
O mapa apresenta as fases e limites do império hebreu após o êxodo do Egito.

A imagem apresenta o alfabeto hebraico. Símbolos que caracterizam a escrita e língua do judaísmo ortodoxo.

Imagem do Muro das Lamentações, resto do templo sagrado dos judeus localizado em Israel. Após séculos de sucessivas diásporas pelo mundo, o povo judeu, nos dias atuais, possui seu país: Israel, localizada na Terra Prometida. Um local que ainda gera conflitos sérios como as guerras árabes-israelenses.
Os Persas ou Aquêmidas se destacaram pela cultura voltada ao militarismo e à conquista de outros povos para a construção de um grandioso império. No seu auge de seu domínio, o império persa atingiu o vale do rio Indo, na Índia, chegando até o Egito, incluindo parte do que conhecemos hoje como Oriente Médio, no atual Iraque, antiga Mesopotamia A civilização persa foi uma das mais expressivas civilizações da Antiguidade. A Pérsia situava-se a leste da Mesopotâmia, num extenso planalto onde hoje corresponde ao Irã, localizado entre o golfo Pérsico e o mar Cáspio. Ao contrário das regiões vizinhas, possuía poucas áreas férteis. Esta civilização estabeleceu-se no território por volta de 550 a.C. O rei Ciro realizou a dominação do Reino da Média e, assim, deu início à formação de um bem-sucedido reinado que durou cerca de vinte e cinco anos dando inicio a formação do grandioso império Persa. Nesse período, este talentoso imperador também conquistou o reino da Lídia, a Fenícia, a Síria, a Palestina, as regiões gregas da Ásia Menor e a Babilônia e o Egito.

Limites do Império Persa


Alunos: Camila Areias, Ester Mendes,Eduardo lima,Larissa Lopes,Ney T.

O EGITO ANTIGO



A civilização egípcia antiga desenvolveu-se no nordeste africano sob as margens do rio Nilo, de 3200 a.C (unificação do norte e sul) a 32 a.c (domínio romano).
Como a região é formada pelo deserto do Saara, o rio Nilo ganhou extrema importância para os egípcios, pois era utilizado como via de transporte (através de barcos) de mercadorias e pessoas. As águas do rio Nilo também eram utilizadas para beber, pescar e fertilizar as margens, nas épocas de cheias, favorecendo a agricultura. Os antigos viajantes descreviam o rio Nilo como uma dádiva, atribuindo a ele a importância do surgimento e esplendor da civilização egípcia.
A economia egípcia era baseada principalmente na agricultura que era realizada, principalmente, nas margens férteis do rio Nilo. Os egípcios também praticavam o comércio de mercadorias e o artesanato.



A sociedade egípcia estava dividida em várias hierarquias sociais, sendo o faraó era a autoridade máxima, chegando a ser considerado um deus na Terra. Era o faraó que governava o Egito de forma teocrática, criando leis e obras públicas. Na base da pirâmide, estavam os camponeses, artesãos e pequenos comerciantes. Os escravos sustentavam toda a dinâmica econômica e social do Egito, ficando encarregados dos trabalhos pesados e das obras públicas (canais de irrigação, pirâmides, templos, diques).

A imagem apresenta a escrita egípcia: os hieróglifos e sua relação com o alfabeto, escrita inventada pelos fenícios.
A escrita egípcia também foi importante, pois permitiu a divulgação de ideias, comunicação e controle de impostos. Existiam duas formas principais de escrita: a escrita demótica (mais simplificada e usada para assuntos do cotidiano) e a hieroglífica (mais complexa e formada por desenhos e símbolos). As paredes internas das pirâmides eram repletas de textos que falavam sobre a vida do faraó, rezas e mensagens para espantar possíveis saqueadores.
A religião egípcia era repleta de mitos e crenças interessantes. Os egípcios acreditavam na existência de vários deuses, que interferiam na vida das pessoas, e tinham aspectos humanos com cara de animais - zoomorfismo. As oferendas e festas eram realizadas em templos como forma de homenagear aos deuses, cujo objetivo era agradá-los para que eles ajudassem o povo nas colheitas, nos momentos difíceis da vida, e claro que os protegessem. Cada cidade possuía um deus protetor e templos religiosos em sua homenagem regidos por sacerdotes – chefes religiosos.



Os egípcios acreditavam na vida após a morte, e mumificavam os cadáveres dos faraós colocando-os em pirâmides, com o objetivo de preservar o corpo para que após a morte o faraó mantivesse as mesmas características físicas que tinha em vida. A vida após a morte seria definida, segundo crenças egípcias, pelo deus Osíris em seu tribunal de julgamento. A pirâmide era o túmulo do faraó, lá abrigava seu sarcófago e seus pertences e bens mais valiosos a serem levados com ele na jornada da vida após a morte.
A civilização egípcia desenvolveu conhecimentos importantes na área da matemática, usados na construção de pirâmides e templos. Na medicina, os procedimentos de mumificação proporcionaram importantes conhecimentos sobre o funcionamento do corpo humano.
Em relação a grandiosa arquitetura egípcia, podemos destacar a construção de templos, palácios e pirâmides. Estas construções eram financiadas e administradas pelo governo dos faraós. Grande parte delas foi erguida com grandes blocos de pedra, utilizando mão-de-obra escrava. As pirâmides e a esfinge de Gizé são as construções mais conhecidas do Egito Antigo.

Na imagem podem ser vistas a esfinge e pirâmides de Gizé.


Grupo: Allan Felix, Ana Carolina Puga, Beatriz Alcantara, Beatriz Blasquez, Daniel Mazini, Carlos Tihengo, Giovana Rizzeto, Guilherme Luz, Júlia Leiss, Rhayssa Cardoso e Sarah Gomes


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